Morre Nelson Mandela, líder sul-africano que derrotou o apartheid
Ícone da queda do apartheid e figura adorada pelos sul-africanos, Nelson Mandela morreu hoje aos 95 anos em sua casa em Johannesburgo.
"Faleceu em paz, ao lado de sua família por volta das 20h50, no dia 5 de dezembro. Ele agora está em paz. Nosso país perdeu seu maior filho", disse o presidente sul-africano, Jacob Zuma, ao anunciar a morte do líder em cadeia de TV.
"Nossos pensamentos e orações estão com a família Mandela. Temos uma dívida de gratidão com eles. Eles sacrificaram muito para que nosso povo fosse livre", continuou. "O que fez Nelson Mandela grande foi justamente o que o fazia humano. Nós víamos nele o que perseguíamos em nós mesmos."
Primeiro presidente negro da África do Sul (1994-99), Mandela não era visto em público desde a final da Copa do Mundo da África do Sul, em julho de 2010.
Sua última aparição ocorreu em abril passado, quando ele recebeu um grupo de políticos encabeçado pelo presidente sul-africano. As cenas transmitidas pela TV estatal, em que aparece distante e alheio ao que se passa a seu redor, causaram comoção no país.
Em junho, ele enfrentou a sua quarta internação desde dezembro de 2012, o Medi-Clinic Heart Hospital, em Pretória. Ele sofria de complicações decorrentes de uma infecção respiratória.
Respeitado internacionalmente pelos gestos de reconciliação, Mandela passou 27 anos preso por se opor ao sistema segregacionista branco. Após intensa pressão internacional, foi libertado em 1990. Saiu da prisão para negociar com a minoria branca o fim do regime e de lá para ser presidente eleito sob uma nova Constituição.
Em seu governo, adotou como prioridade o discurso de unidade nacional e desencorajou atos de vingança e violência. Analistas apontam que, em razão disso, não conseguiu dar atenção suficiente a programas sociais, à geração de empregos e à epidemia de Aids, que se alastrou durante seu governo.
Em 1999, declinou da possibilidade de concorrer a um novo mandato para se dedicar a causas sociais e a ser uma espécie de consciência moral da nação. Pouco a pouco, no entanto, foi reduzindo sua visibilidade à medida em que a idade avançava.
Ainda não está claro quando e onde será o enterro. Há duas possibilidades: na vila onde nasceu, Mvezo, ou na pequena localidade em que passou a infância, Qunu. Ambas ficam na na província de Cabo Oriental, na costa do oceano Atlântico.
TRAJETÓRIA
O sul-africano nasceu na vila de Qunu (Transkei), em 18 de julho de 1918. Filho de Henry Gadla, chefe da tribo Thembu da etnia xhosa, sua vocação para a liderança é atribuída à formação familiar, já que ele foi criado para seguir os passos do pai.
Ao contrário do que previa a tradição, decidiu estudar. Abandonou sua província e foi viver em Alexandra, bairro negro no subúrbio de Johannesburgo.
Casou-se com Evelyn Mandela em 1944, com quem teve dois filhos e duas filhas.
Formou-se advogado pela Universidade de Witwaterrand em 1952 e montou um escritório de advocacia para negros. É nesta época que entra para o Congresso Nacional Africano --movimento nacionalista de luta contra o apartheid.
Em 1960, aumenta a repressão contra o CNA, que nos últimos anos vira crescer sua importância política. O movimento liderava greves e manifestações de desobediência civil. Naquele ano, Mandela consegue autorização do líder do movimento, Albert Luthuli, para montar o que seria o braço armado do CNA, o Umkhonto we Sizwe ("Lança da Nação"). Ainda em 60, o CNA seria banido e passaria à clandestinidade.
Apesar de ter autorizado a criação do grupo, Luthuli, prêmio Nobel da Paz de 1960 e presidente do CNA de 1952 a 1967, nunca defendeu o uso das armas.
Mandela acreditava na luta armada e dizia lutar pela liberdade dos negros sul-africanos. Dentro do movimento, era acusado de ter atitudes contraditórias. Costumava se reunir com seus amigos brancos e asiáticos. Ele dizia: "Não sou inimigo dos brancos, mas de suas leis injustas".
PRISÃO PERPÉTUA
Mandela foi preso em 5 de agosto de 1962 e condenado à prisão perpétua por sabotagem contra o governo, em 12 de junho de 1964.
Quando foi preso, em 1962, Mandela estava casado pela segunda vez com a militante Winnie Madikizela, que conheceu nas reuniões do CNA, em 1956, quando ainda vivia com Evelyn. Casaram-se em 1958 e tiveram duas filhas.
Incomunicável durante 27 anos, Mandela deve a Winnie o início do movimento de luta por sua libertação. Não assistiu ao processo de mitificação de seu nome.
Winnie Mandela sofreu inúmeras represálias. Foi presa e ameaçada, além de processada por envolvimento em atos radicais.
No final da década de 80, Nelson Mandela era o preso político mais famoso do mundo.
FIM DO APARTHEID
O Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) exigia, por meio de sanções econômicas, o fim do apartheid. A sociedade branca sul-africana parecia cansada do banimento imposto pela comunidade internacional.
Em 14 de setembro de 1989, assume a Presidência Frederik W. de Klerk. Herdeiro de fundadores do Partido Nacional, ele inicia reformas no regime político. No dia 2 de fevereiro de 1990, legaliza o CNA e, no dia 11, anuncia a libertação de Mandela.
Livre, ele inicia negociações por reformas políticas. Separa-se de Winnie em abril de 1992, após 33 anos de casamento.
Recebeu o prêmio Nobel da Paz, juntamente com o presidente Frederik de Klerk, no dia 15 de outubro de 1993.
Em maio de 1994, ele tornou-se o primeiro presidente negro na história da África do Sul, encerrando o mandato em 1999, sem tentar uma reeleição, como já havia se comprometido ainda antes de tomar posse. Em 2004, ele anunciou que se retirava da vida pública.
Em 2009, as Nações Unidas declararam o dia 18 de julho como o Dia Internacional de Mandela, em que organizações e indivíduos são encorajados a tomar parte em ações humanitárias.
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
MORRE NELSON MANDAELA O SÍMBOLO MUNDIAL E HERÓI
Morre Nelson Mandela, líder sul-africano que derrotou o apartheid
Ícone da queda do apartheid e figura adorada pelos sul-africanos, Nelson Mandela morreu hoje aos 95 anos em sua casa em Johannesburgo.
"Faleceu em paz, ao lado de sua família por volta das 20h50, no dia 5 de dezembro. Ele agora está em paz. Nosso país perdeu seu maior filho", disse o presidente sul-africano, Jacob Zuma, ao anunciar a morte do líder em cadeia de TV.
"Nossos pensamentos e orações estão com a família Mandela. Temos uma dívida de gratidão com eles. Eles sacrificaram muito para que nosso povo fosse livre", continuou. "O que fez Nelson Mandela grande foi justamente o que o fazia humano. Nós víamos nele o que perseguíamos em nós mesmos."
Primeiro presidente negro da África do Sul (1994-99), Mandela não era visto em público desde a final da Copa do Mundo da África do Sul, em julho de 2010.
Sua última aparição ocorreu em abril passado, quando ele recebeu um grupo de políticos encabeçado pelo presidente sul-africano. As cenas transmitidas pela TV estatal, em que aparece distante e alheio ao que se passa a seu redor, causaram comoção no país.
Em junho, ele enfrentou a sua quarta internação desde dezembro de 2012, o Medi-Clinic Heart Hospital, em Pretória. Ele sofria de complicações decorrentes de uma infecção respiratória.
Respeitado internacionalmente pelos gestos de reconciliação, Mandela passou 27 anos preso por se opor ao sistema segregacionista branco. Após intensa pressão internacional, foi libertado em 1990. Saiu da prisão para negociar com a minoria branca o fim do regime e de lá para ser presidente eleito sob uma nova Constituição.
Em seu governo, adotou como prioridade o discurso de unidade nacional e desencorajou atos de vingança e violência. Analistas apontam que, em razão disso, não conseguiu dar atenção suficiente a programas sociais, à geração de empregos e à epidemia de Aids, que se alastrou durante seu governo.
Em 1999, declinou da possibilidade de concorrer a um novo mandato para se dedicar a causas sociais e a ser uma espécie de consciência moral da nação. Pouco a pouco, no entanto, foi reduzindo sua visibilidade à medida em que a idade avançava.
Ainda não está claro quando e onde será o enterro. Há duas possibilidades: na vila onde nasceu, Mvezo, ou na pequena localidade em que passou a infância, Qunu. Ambas ficam na na província de Cabo Oriental, na costa do oceano Atlântico.
TRAJETÓRIA
O sul-africano nasceu na vila de Qunu (Transkei), em 18 de julho de 1918. Filho de Henry Gadla, chefe da tribo Thembu da etnia xhosa, sua vocação para a liderança é atribuída à formação familiar, já que ele foi criado para seguir os passos do pai.
Ao contrário do que previa a tradição, decidiu estudar. Abandonou sua província e foi viver em Alexandra, bairro negro no subúrbio de Johannesburgo.
Casou-se com Evelyn Mandela em 1944, com quem teve dois filhos e duas filhas.
Formou-se advogado pela Universidade de Witwaterrand em 1952 e montou um escritório de advocacia para negros. É nesta época que entra para o Congresso Nacional Africano --movimento nacionalista de luta contra o apartheid.
Em 1960, aumenta a repressão contra o CNA, que nos últimos anos vira crescer sua importância política. O movimento liderava greves e manifestações de desobediência civil. Naquele ano, Mandela consegue autorização do líder do movimento, Albert Luthuli, para montar o que seria o braço armado do CNA, o Umkhonto we Sizwe ("Lança da Nação"). Ainda em 60, o CNA seria banido e passaria à clandestinidade.
Apesar de ter autorizado a criação do grupo, Luthuli, prêmio Nobel da Paz de 1960 e presidente do CNA de 1952 a 1967, nunca defendeu o uso das armas.
Mandela acreditava na luta armada e dizia lutar pela liberdade dos negros sul-africanos. Dentro do movimento, era acusado de ter atitudes contraditórias. Costumava se reunir com seus amigos brancos e asiáticos. Ele dizia: "Não sou inimigo dos brancos, mas de suas leis injustas".
PRISÃO PERPÉTUA
Mandela foi preso em 5 de agosto de 1962 e condenado à prisão perpétua por sabotagem contra o governo, em 12 de junho de 1964.
Quando foi preso, em 1962, Mandela estava casado pela segunda vez com a militante Winnie Madikizela, que conheceu nas reuniões do CNA, em 1956, quando ainda vivia com Evelyn. Casaram-se em 1958 e tiveram duas filhas.
Incomunicável durante 27 anos, Mandela deve a Winnie o início do movimento de luta por sua libertação. Não assistiu ao processo de mitificação de seu nome.
Winnie Mandela sofreu inúmeras represálias. Foi presa e ameaçada, além de processada por envolvimento em atos radicais.
No final da década de 80, Nelson Mandela era o preso político mais famoso do mundo.
FIM DO APARTHEID
O Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) exigia, por meio de sanções econômicas, o fim do apartheid. A sociedade branca sul-africana parecia cansada do banimento imposto pela comunidade internacional.
Em 14 de setembro de 1989, assume a Presidência Frederik W. de Klerk. Herdeiro de fundadores do Partido Nacional, ele inicia reformas no regime político. No dia 2 de fevereiro de 1990, legaliza o CNA e, no dia 11, anuncia a libertação de Mandela.
Livre, ele inicia negociações por reformas políticas. Separa-se de Winnie em abril de 1992, após 33 anos de casamento.
Recebeu o prêmio Nobel da Paz, juntamente com o presidente Frederik de Klerk, no dia 15 de outubro de 1993.
Em maio de 1994, ele tornou-se o primeiro presidente negro na história da África do Sul, encerrando o mandato em 1999, sem tentar uma reeleição, como já havia se comprometido ainda antes de tomar posse. Em 2004, ele anunciou que se retirava da vida pública.
Em 2009, as Nações Unidas declararam o dia 18 de julho como o Dia Internacional de Mandela, em que organizações e indivíduos são encorajados a tomar parte em ações humanitárias.
domingo, 17 de novembro de 2013
VISTA AÉREA DE BELA CRUZ, CEARÁ, BRASIL.
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17/11/2013
Amar Bela Cruz como eu amo e ter oportunidade de levar até vocês esta foto aérea, linda e que destaca a nossa bela praça da Matriz com sua majestosa Igreja, que representa o cartão postal de nossa cidade é algo emocionante e de uma felicidade enorme.
Eu tenho um orgulho muito grande de ser cidadão belacruzense.
Ter recebido a Medalha de Honra ao Mérito "Município de Bela Cruz" (por relevantes serviços prestados a comunidade.
De ter fundado a rádio comunitária Genoveva FM e ter conseguido junto ao Ministério das Comunicações a autorização para a execução dos serviços de radiodifusão, Pela Portaria nº 517, de 2 de abril de 2002 do Ministério das Comunicações, Publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 06/04/2002, fica autorizada a Associação Beneficente dos Moradores de Correguinho – ABEMOC - CNPJ – 01.591.057/0001-75, a executar os Serviços de Rádiodifusão e também foi Aprovada pelo Decreto Legislativo nº 628/2004, publicado no Diário Oficial da União (DOU) em 23/08/2004,– Licença Definitiva a executar, por mais dez (10) anos, (16/09/2004 a 23/08/2014), sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária na cidade de Bela Cruz, Estado do Ceará .
Amar é se entregar e viver sempre renovando em favor de todos (as).
O programa Bela Cruz como te amo, é a maior prova de amor que eu posso dar a terra que me acolheu desde 1948, quando vim estudar na casa paroquial que tinha como vigário meu primo Padre Odécio Loiola Sampaio..
Aqui casei e constitui minha família que eu amo muiiiiiiiito.
Fonte: edilsoncarvalhedo@hotmail.com
Foto: Wandyck Mesquita.
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
LANCHA SEM UTILIDADE, PODERIA SER TROCADA POR ÔNIBUS ESCOLAR.
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
ESTA É A VERDADEIRA HISTÓRIA DO BRASIL. LEIA COM ATENÇÃO.
08/10/2013 - 16h02
Em discurso em Frankfurt, Ruffato associa Brasil a genocídio, impunidade e intolerância
CASSIANO ELEK MACHADO
RAQUEL COZER
ENVIADOS ESPECIAIS A FRANKFURT
A abertura da participação brasileira na Feira do Livro de Frankfurt na tarde desta terça (8) foi marcada por um discurso forte do escritor Luiz Ruffato, no qual ele defendeu que o país nasceu sob a égide do genocídio, que a chamada democracia racial do país foi feita com estupros e que no Brasil reinam a impunidade e a intolerância.
A fala do romancista, feita na sala principal do evento alemão, diante de 2.000 pessoas, entre eles lideranças políticas alemãs e o vice-presidente da República, Michel Temer, ressaltou ainda os 37 mil assassinatos anuais do país, os 550 mil presos e a alta taxa de analfabetismo.
Para 'celebrar livro impresso', Brasil apresenta em Frankfurt pavilhão todo de papel
Manifesto de escritores em Frankfurt fica sem resposta em cerimônia de abertura
Antes de concluir, Ruffato disse que nos últimos anos o país vem vivendo alguns avanços e salientou o "poder transformador da literatura", exemplificando com sua trajetória: ele disse que é filho de uma lavadeira analfabeta e de um pipoqueiro semianalfabeto.
Feira do Livro de Frankfurt
O vice-presidente Michel Temer, em discurso na abertura da Feira de Frankfurt 2013
Seu discurso, de cerca de dez minutos, foi ovacionado e aplaudido de pé por alguns dos presentes, entre eles o diretor do Sesc-SP Danilo Santos Miranda e escritores brasileiros, como o romancista Paulo Lins e o poeta Age de Carvalho.
No encerramento das cerimônias, depois do discurso de políticos como o Ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle, que elogiou a fala de Ruffato e pediu lugar permanente para o Brasil no Conselho de Segurança da ONU, o vice-presidente Michel Temer fez um discurso que foi concluído com vaias.
Começou chamando a ministra da Cultura, Marta Suplicy, de "ministra da Educação" e fez declarações elogiosas à sua participação na Constituinte de 1987-88, que resultou na Constituição de 1988.
Em seguida falou de sua relação com a literatura. "Jamais abandonei a literatura. As leituras aguçaram meu raciocínio. Graças a isso cheguei a este palco", disse, antes de fazer propaganda de seus próprios poemas, publicados recentemente no livro "Anonima Intimidade" (Topbooks). "Não recebi elogios, mas também não recebi críticas."
*
Leia a íntegra do discurso do escritor Luiz Ruffato na abertura da Feira do Livro de Frankfurt:
"O que significa ser escritor num país situado na periferia do mundo, um lugar onde o termo capitalismo selvagem definitivamente não é uma metáfora? Para mim, escrever é compromisso. Não há como renunciar ao fato de habitar os limiares do século 21, de escrever em português, de viver em um território chamado Brasil. Fala-se em globalização, mas as fronteiras caíram para as mercadorias, não para o trânsito das pessoas. Proclamar nossa singularidade é uma forma de resistir à tentativa autoritária de aplainar as diferenças.
O maior dilema do ser humano em todos os tempos tem sido exatamente esse, o de lidar com a dicotomia eu-outro. Porque, embora a afirmação de nossa subjetividade se verifique através do reconhecimento do outro --é a alteridade que nos confere o sentido de existir--, o outro é também aquele que pode nos aniquilar... E se a Humanidade se edifica neste movimento pendular entre agregação e dispersão, a história do Brasil vem sendo alicerçada quase que exclusivamente na negação explícita do outro, por meio da violência e da indiferença.
Nascemos sob a égide do genocídio. Dos quatro milhões de índios que existiam em 1500, restam hoje cerca de 900 mil, parte deles vivendo em condições miseráveis em assentamentos de beira de estrada ou até mesmo em favelas nas grandes cidades. Avoca-se sempre, como signo da tolerância nacional, a chamada democracia racial brasileira, mito corrente de que não teria havido dizimação, mas assimilação dos autóctones. Esse eufemismo, no entanto, serve apenas para acobertar um fato indiscutível: se nossa população é mestiça, deve-se ao cruzamento de homens europeus com mulheres indígenas ou africanas - ou seja, a assimilação se deu através do estupro das nativas e negras pelos colonizadores brancos.
Até meados do século 19, cinco milhões de africanos negros foram aprisionados e levados à força para o Brasil. Quando, em 1888, foi abolida a escravatura, não houve qualquer esforço no sentido de possibilitar condições dignas aos ex-cativos. Assim, até hoje, 125 anos depois, a grande maioria dos afrodescendentes continua confinada à base da pirâmide social: raramente são vistos entre médicos, dentistas, advogados, engenheiros, executivos, jornalistas, artistas plásticos, cineastas, escritores.
Invisível, acuada por baixos salários e destituída das prerrogativas primárias da cidadania --moradia, transporte, lazer, educação e saúde de qualidade--, a maior parte dos brasileiros sempre foi peça descartável na engrenagem que movimenta a economia: 75% de toda a riqueza encontra-se nas mãos de 10% da população branca e apenas 46 mil pessoas possuem metade das terras do país. Historicamente habituados a termos apenas deveres, nunca direitos, sucumbimos numa estranha sensação de não pertencimento: no Brasil, o que é de todos não é de ninguém...
Convivendo com uma terrível sensação de impunidade, já que a cadeia só funciona para quem não tem dinheiro para pagar bons advogados, a intolerância emerge. Aquele que, no desamparo de uma vida à margem, não tem o estatuto de ser humano reconhecido pela sociedade, reage com relação ao outro recusando-lhe também esse estatuto. Como não enxergamos o outro, o outro não nos vê. E assim acumulamos nossos ódios --o semelhante torna-se o inimigo.
A taxa de homicídios no Brasil chega a 20 assassinatos por grupo de 100 mil habitantes, o que equivale a 37 mil pessoas mortas por ano, número três vezes maior que a média mundial. E quem mais está exposto à violência não são os ricos que se enclausuram atrás dos muros altos de condomínios fechados, protegidos por cercas elétricas, segurança privada e vigilância eletrônica, mas os pobres confinados em favelas e bairros de periferia, à mercê de narcotraficantes e policiais corruptos.
Machistas, ocupamos o vergonhoso sétimo lugar entre os países com maior número de vítimas de violência doméstica, com um saldo, na última década, de 45 mil mulheres assassinadas. Covardes, em 2012 acumulamos mais de 120 mil denúncias de maus-tratos contra crianças e adolescentes. E é sabido que, tanto em relação às mulheres quanto às crianças e adolescentes, esses números são sempre subestimados.
Hipócritas, os casos de intolerância em relação à orientação sexual revelam, exemplarmente, a nossa natureza. O local onde se realiza a mais importante parada gay do mundo, que chega a reunir mais de três milhões de participantes, a Avenida Paulista, em São Paulo, é o mesmo que concentra o maior número de ataques homofóbicos da cidade.
E aqui tocamos num ponto nevrálgico: não é coincidência que a população carcerária brasileira, cerca de 550 mil pessoas, seja formada primordialmente por jovens entre 18 e 34 anos, pobres, negros e com baixa instrução.
O sistema de ensino vem sendo ao longo da história um dos mecanismos mais eficazes de manutenção do abismo entre ricos e pobres. Ocupamos os últimos lugares no ranking que avalia o desempenho escolar no mundo: cerca de 9% da população permanece analfabeta e 20% são classificados como analfabetos funcionais --ou seja, um em cada três brasileiros adultos não tem capacidade de ler e interpretar os textos mais simples.
A perpetuação da ignorância como instrumento de dominação, marca registrada da elite que permaneceu no poder até muito recentemente, pode ser mensurada. O mercado editorial brasileiro movimenta anualmente em torno de 2,2 bilhões de dólares, sendo que 35% deste total representam compras pelo governo federal, destinadas a alimentar bibliotecas públicas e escolares. No entanto, continuamos lendo pouco, em média menos de quatro títulos por ano, e no país inteiro há somente uma livraria para cada 63 mil habitantes, ainda assim concentradas nas capitais e grandes cidades do interior.
Mas, temos avançado.
A maior vitória da minha geração foi o restabelecimento da democracia - são 28 anos ininterruptos, pouco, é verdade, mas trata-se do período mais extenso de vigência do estado de direito em toda a história do Brasil. Com a estabilidade política e econômica, vimos acumulando conquistas sociais desde o fim da ditadura militar, sendo a mais significativa, sem dúvida alguma, a expressiva diminuição da miséria: um número impressionante de 42 milhões de pessoas ascenderam socialmente na última década. Inegável, ainda, a importância da implementação de mecanismos de transferência de renda, como as bolsas-família, ou de inclusão, como as cotas raciais para ingresso nas universidades públicas.
Infelizmente, no entanto, apesar de todos os esforços, é imenso o peso do nosso legado de 500 anos de desmandos. Continuamos a ser um país onde moradia, educação, saúde, cultura e lazer não são direitos de todos, mas privilégios de alguns. Em que a faculdade de ir e vir, a qualquer tempo e a qualquer hora, não pode ser exercida, porque faltam condições de segurança pública. Em que mesmo a necessidade de trabalhar, em troca de um salário mínimo equivalente a cerca de 300 dólares mensais, esbarra em dificuldades elementares como a falta de transporte adequado. Em que o respeito ao meio-ambiente inexiste. Em que nos acostumamos todos a burlar as leis.
Nós somos um país paradoxal.
Ora o Brasil surge como uma região exótica, de praias paradisíacas, florestas edênicas, carnaval, capoeira e futebol; ora como um lugar execrável, de violência urbana, exploração da prostituição infantil, desrespeito aos direitos humanos e desdém pela natureza. Ora festejado como um dos países mais bem preparados para ocupar o lugar de protagonista no mundo --amplos recursos naturais, agricultura, pecuária e indústria diversificadas, enorme potencial de crescimento de produção e consumo; ora destinado a um eterno papel acessório, de fornecedor de matéria-prima e produtos fabricados com mão de obra barata, por falta de competência para gerir a própria riqueza.
Agora, somos a sétima economia do planeta. E permanecemos em terceiro lugar entre os mais desiguais entre todos...
Volto, então, à pergunta inicial: o que significa habitar essa região situada na periferia do mundo, escrever em português para leitores quase inexistentes, lutar, enfim, todos os dias, para construir, em meio a adversidades, um sentido para a vida?
Eu acredito, talvez até ingenuamente, no papel transformador da literatura. Filho de uma lavadeira analfabeta e um pipoqueiro semianalfabeto, eu mesmo pipoqueiro, caixeiro de botequim, balconista de armarinho, operário têxtil, torneiro-mecânico, gerente de lanchonete, tive meu destino modificado pelo contato, embora fortuito, com os livros. E se a leitura de um livro pode alterar o rumo da vida de uma pessoa, e sendo a sociedade feita de pessoas, então a literatura pode mudar a sociedade. Em nossos tempos, de exacerbado apego ao narcisismo e extremado culto ao individualismo, aquele que nos é estranho, e que por isso deveria nos despertar o fascínio pelo reconhecimento mútuo, mais que nunca tem sido visto como o que nos ameaça. Voltamos as costas ao outro --seja ele o imigrante, o pobre, o negro, o indígena, a mulher, o homossexual-- como tentativa de nos preservar, esquecendo que assim implodimos a nossa própria condição de existir. Sucumbimos à solidão e ao egoísmo e nos negamos a nós mesmos. Para me contrapor a isso escrevo: quero afetar o leitor, modificá-lo, para transformar o mundo. Trata-se de uma utopia, eu sei, mas me alimento de utopias. Porque penso que o destino último de todo ser humano deveria ser unicamente esse, o de alcançar a felicidade na Terra. Aqui e agora."
domingo, 25 de agosto de 2013
" I CONGRESSO DA FAMÍLIA EM BELA CRUZ DIA 31 AGOSTO 2013"
Cidade de Bela Cruz sediará I Congresso da Família
“I Congresso da Família”, que será realizado no Município de Bela Cruz. O evento religioso, acontecerá no dia 31 de agosto (sábado), na quadra do Instituto Imaculada Conceição, contará com a participação especial da comunidade Filhos de Sião, Banda Archanjos e Ministério Pra Deus eu Canto. A entrada é gratuita e livre para todas as idades. Entre os que irão participar do Congresso estão o Coordenador da Renovação carismática Católica – RCC de Sobral, Robério Cavalcante, o bispo de Sobral, Dom Odelir José Magri, o pároco de Nossa Senhora da Conceição em Bela Cruz, Padre Emídio Moura Gomes, e o representante da Comunidade Aliança de Paz, José Daniel. Conforme os organizadores, uma relíquia do beato João Paulo II também estará presente no Congresso da Família de Bela Cruz. Trata-se de uma relíquia de segundo grau do beato João Paulo II. Alem da relíquia do Papa João Paulo II vai participar do Congresso da Família uma relíquia da Beata Elena Guera. O Congresso é uma realização da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Bela Cruz em parceria com a Comunidade Nova Aliança, e grupo Ideia.
Na Quadra do Instituto Imaculada Conceição:
I Congresso da Família
Dia 31 de agosto de 2013
Início às 8 horas
Encerramento com a santa missa, às 19 horas.
Palestrantes:
Dom Odelir José - bispo de Sobral
Pe. Emídio Moura Gomes - pároco de Bela Cruz
Robério Cavalcante - coordenador da RCC de Sobral
José Daniel - coordenador da Aliança da Paz.
Haverá as santas presenças das relíquias de:
Beata Elena Guerra - Apóstola do Espírito Santo
João Paulo II.
Após à missa de encerramento com a presença de vários sacerdotes, teremos show com grupos católicos.
Cativados pelos laços do Espírito.
“Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens por Ele amados.”
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA CEARÁ, SEDIA SOLENIDADE DE COMBATE ÀS DROGAS.
Assembleia Legislativa sedia solenidade de combate às drogas
A Assembleia Legislativa do Ceará sediou, na manhã desta terça-feira (20/08), a solenidade de efetivação das políticas públicas sobre drogas. O evento, realizado no auditório João Frederico Ferreira Gomes, anexo II da Casa, reuniu parlamentares e autoridades no assunto. O presidente da AL, deputado José Albuquerque (PSB), que participou do encontro, lembrou o empenho do Governo do Estado para amenizar a problemática do tráfico e do consumo de drogas no Ceará. "É um trabalho importante, que envolve todas as secretarias", assinalou.
O secretário Nacional de Políticas sobre Drogas, Vitore Maximiano, palestrante do evento, apresentou ações do Governo Federal no combate às drogas, como o programa “Crack, é possível vencer”. “Quero ressaltar a importância deste momento para o Estado, em que todas as pastas estão reunidas para o mesmo objetivo. Só é possível combater as drogas com essa união”, ressaltou.
Para a assessora Especial de Políticas sobre Drogas no Ceará, Socorro França, é importante apresentar à sociedade a efetividade das políticas públicas do setor. “Vamos ser transparentes, porque temos a vontade de lutar e contamos com a ajuda de todos”, afirmou. Socorro França citou o projeto de lei enviado para Assembleia que cria um novo sistema estadual compreendendo um Conselho Estadual sobre Drogas e um fundo estadual para captar recursos federias de combate às drogas, além de um centro de recuperação com capacidade para 240 internos.
Participaram ainda do evento o secretário de Segurança Pública, Francisco Bezerra; da Saúde, Arruda Bastos; do Trabalho e Desenvolvimento Social, Evandro Leitão; da Cultura, Francisco Pinheiro, e da Educação, Isolda Cela. Também fizeram parte da mesa a coordenadora de Políticas sobre Drogas da Prefeitura de Fortaleza, Juliana Sena; o presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, vereador Walter Cavalcante; a defensora Pública Geral do Estado do Ceará, Andrea Coelho; a vice-procuradora Geral da Justiça, Eliane Nobre, o representante do Ministério Público, Leon Garcia; a desembargadora Vera Lúcia Correia Lima e a representante da OAB, Rossana Brasil.
HS/AT
Informações adicionais
• Fonte:Agência de Notícias da Assembleia Legislativa
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
AGÊNCIA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL (INSS) DE BELA CRUZ CEARÁ, EM PLENO FUNCIONAMENTO
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
PROGRAMA BELA CRUZ COMO TE AMO DIA 09 AGOSTO DE 2013
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
SEXTA FEIRA NA RÁDIO COMUNITÁRIA GENOVEVA FM 98,7, ASSISTA O PROGRAMA "BELA CRUZ COMO TE AMO"
TODA SEXTA FEIRA ASSISTA O PROGRAMA BELA CRUZ COMO TE AMO
09:00 HORAS
APRESENTAÇÃO
RADIALISTA EDILSON CARVALHEDO SAMPAIO
SEXTA-FEIRA
Bom dia Bela Cruz, bom dia Vale do Acaraú.
PELA RÁDIO COMUNITÁRIA GENOVEVA FM, ZYC 473, ESTAMOS INICIANDO MAIS UM PROGRAMA “BELA CRUZ COMO TE AMO”, PEDINDO A DEUS QUE ABENÇOE A TODOS E QUE HAJA PAZ E UNIÃO EM TODOS OS LARES
O Programa “Bela Cruz como te amo”, tem a coordenação, programação, criação, elaboração e apresentação deste amigo de voces, Edilson C@rv@lhedo S@mp@io. *O nosso programa tem a finalidade de divulgar e levar até voces, cultura, educação, direitos e deveres do cidadão e da cidadã, para a melhoria das condições de vida da população belacruzense, no convívio social.
“Buscamos e veiculamos com objetividade informações sobre o Município e vida belacruzense, direito fundamental para o exercício da cidadania".
*Respeitando sempre os valores éticos e sociais da pessoa e da família*.
• • O nosso programa Bela Cruz como te amo, é tudo isso que nós acabamos de apresentar, é a continuidade de levar as informações corretas e verdadeiras e orientando a população em geral dos seus direitos e deveres.
A Radio Comunitária Genoveva FM, é comprometida com os interesses e lutas dos setores sociais, marcadamente contra toda e qualquer forma de exclusão, discriminação ou preconceito, seja de gênero, raça, religião ou cultura, seja de condição social ou econômica, ou de opção sexual.
JESUS DISSE:
“Ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura”
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje! Este é o dia que nos fez o Senhor Deus! Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".
“DIVINO PAI ETERNO, TENDE PIEDADE DE NÓS”.
sábado, 3 de agosto de 2013
PROGRAMA BELA CRUZ COMO TE AMO DO DIA 02 DE AGOSTO DE 2013
02/08/3012
O Programa “Bela Cruz como te amo dessa sexta feira dia 02/08/2013.
O Programa “Bela Cruz como te amo”, tem a coordenação, programação, criação, elaboração e apresentação deste amigo de voces, Edilson C@rv@lhedo S@mp@io. *O nosso programa tem a finalidade de divulgar e levar até voces, cultura, educação, direitos e deveres do cidadão e da cidadã, para a melhoria das condições de vida da população belacruzense, no convívio social.
Transmitido pela Rádio Comunitária Genoveva FM, foram tratados os seguintes assuntos:
1º - Noticiamos que o Radialista Edilson Carvalhedo Sampaio, foi escolhido o Radialista do mês de JULHO/2013, pelo projeto nacional “TODOS PELA EDUCAÇÃO’, com a participação de 5.000 rádios e radialistas, representando a rádio comunitária Genoveva FM de Bela Cruz, Ceará – Brasil.
http://www.todospelaeducacao.org.br/comunicacao-e-midia/projeto-radios/radialista-do-mes/
Iniciamos o nosso programa pedindo a DEUS que abençoe a todos e que haja Paz e união em todos os lares.
a) Levamos ao ar as principais notícias da semana, principalmente as de interesse pública e realacionadas ao nosso município de Bela Cruz e do Estado do Ceará.
b) Noticiamos o aniversário de 45 anos de ordenação Sacerdotal do Monsenhor Francisco de Assis Magalhães Rocha que foi Ordenado sacerdote a 4 de agosto de 1968, logo foi nomeado vigário da Paróquia de Afogados da Ingazeira – PE. Em 1970, licenciou-se em Filosofia, pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, da Universidade Católica de Pernambuco. De 1973 a 1976, cursou Sociologia na Pontifícia Universidade Santo Tomás de Aquino, em Roma, onde concluiu o bacharelato e o mestrado, defendendo a tese O Fenômeno Frei Damião na Religiosidade Popular do Nordeste do Brasil. Monsenhor Assis Rocha como seminarista , estagiário e Padre, sempre foi muito ligado às comunicações sociais, mantendo ininterruptamente, programas de Rádio.
c) Noticiamos o Centenário de nosso querido e inesquecível Raimundo Magalhães Rocha (Doca Rocha) que nasceu em 26/07/1913.
d) Fizemos entrevista ao vivo com o nosso convidado especial: Monsenhor Francisco de Assis Magalhães Rocha, que na ocasião relatou toda a sua linda história desde os primeiros anos de estudo em Bela Cruz e agora já aposentado como sacerdote e colaborador na Diocese de Sobral.
Sobre o centenário de seu pai Raimundo Magalhães Rocha ele relatou com muito orgulho e carinho um perfil maravilhoso de um grande homem e chefe de família.
Falou que Doca Rocha era, semi alfabetizado, vaqueiro, construtor de uma grande família, em dois casamentos, como RAIMUNDO MAGALHÃES ROCHA, é, realmente, de admirar.
Sua grande riqueza: 21 filhos.
Sua grande virtude: a Fé.
Sua grande mensagem: a honradez.
Sua grande herança: o caráter e a fidelidade à palavra dada.
Sua companhia predileta: a Família.
Sua Associação preferida: a Igreja Católica.
Será que os homens, que se dizem, de bem, da nossa sociedade, zelam pela prática de tais qualidades?
Será que o Homem de hoje faz questão de constituir uma grande família? De tê-la como sua principal ou predileta companhia? Será que tem prazer em ser Católico ou em praticar a Fé? Será que se caracteriza pelo bom caráter, pela honradez, ou pela fidelidade à palavra dada?
É um grande privilégio ser filho dele, neto ou parente próximo. É um grande privilégio poder recordá-lo, neste instante e apresentá-lo como exemplo de pai, de homem público, de cristão, de pessoa simples e honrada, como ele era.
Por fim, nós encerramos o nosso Programa Bela Cruz como te amo, pedindo a DEUS que abençoe a todos e que haja Paz e união em todos os lares. Até a próxima sexta feira se DEUS quiser.
quarta-feira, 31 de julho de 2013
EDILSON SAMPAIO, ESCOLHIDO RADIALISTA MÊS JULHO/2013 (TODOS PELA EDUCAÇÃO)
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segunda-feira, 29 de julho de 2013
DOCA ROCHA SE VIVO FOSSE ESTARIA COMPLETANDO CEM ANOS 9centenário)
CENTENÁRIO DE DOCA ROCHA
Mais de cem familiares se reúnem na Fazenda Santa Maria, de Bela Cruz, para celebrar o Centenário de Nascimento do Seu Doca Rocha
Desde o início dessa Semana, terminando amanhã, os descendentes de Seu Doca Rocha estão reunidos na Fazenda Santa Maria, Município de Bela Cruz, comemorando o Centenário do seu nascimento, ocorrido ontem, dia 26. Nascera aos 26 de Julho de 1913, em Acaraú – CE. Apesar de ser um homem do campo, sempre foi reconhecido como um cidadão de bem e de bens, com uma vida familiar respeitada e até uma curta e invejável passagem pela vida pública.
Seus descendentes – os Rocha e Araújo - não têm do que reclamar de Bela Cruz, com relação ao valor que este município tem dado a ele.
Aos 23 de fevereiro de 1998 concedeu-lhe a Medalha “Município de Bela Cruz”, como uma “comenda” reservada aos homens mais ilustres que por lá passaram, em sessão solene na Câmara de Vereadores, contando com a presença de familiares e amigos. No dia 30 de dezembro de 2006, no final de mais um período legislativo da Câmara Municipal e abrindo as comemorações das Bodas de Ouro de fundação do município - que seriam celebradas por todo o ano de 2007 - Doca Rocha foi homenageado mais uma vez, dando seu nome às novas instalações da Casa do Povo, num gesto de gratidão e de reconhecimento pelo seu trabalho como 1º Presidente da Câmara de Vereadores.
Em fevereiro de 2007 - por ocasião do cinqüentenário da emancipação política do Município de Bela Cruz - mais uma vez, Doca Rocha foi homenageado na solenidade de abertura do Horto Florestal de Bela Cruz, que recebe o nome de um ilustre filho da terra, o Dr. João Ambrósio de Araújo. Dentre as várias funções da obra inaugurada, há uma Sala Verde Raimundo Magalhães Rocha em que ele será lembrado como agricultor corajoso, cultivador de cajueiro e colhedor de caju, de castanha e até, pequeno fabricante artesanal de cajuína, doces e sucos, além de plantador de mandioca, produtor de farinha e goma para o próprio consumo e para comercializar e ajudar na manutenção da grande família – 21 filhos - que ia constituindo ao longo de dois casamentos.
Justifica-se a homenagem a Seu Doca Rocha por ter sido também criador constante de animais, tornando-se um dos referenciais no trato com a natureza e no bom uso da terra, tirando dela a sustentação de sua família. Seu exemplo de vida levou dois de seus filhos a serem médico veterinário e engenheiro agrônomo, a fim de que, aquilo que Seu Doca Rocha exerceu na prática, esses seus herdeiros o façam dentro da técnica e do conhecimento. Além desses dois filhos formados, Doca Rocha foi um verdadeiro exemplo de fidelidade à família, à religião, à palavra dada e ao grupo político a que pertencia. Naquele tempo os homens públicos eram fiéis ao povo; nem recebiam salário pela função de vereador. Ele pôs em prática com a população, aquilo que já vivenciava dentro de casa com sua família, encaminhando os filhos para estudarem. Tem um Padre (que é o nosso Padre Assis), uma psicóloga, uma administradora de empresa, uma pedagoga e vários netos com cursos superiores, doutores e acadêmicos que honram essa história por onde passam.
Essa Sala Verde que recebeu o nome de Seu Doca Rocha teve como finalidade no seu início – e esperamos que continue - desenvolver, através de palestras, seminários, oficinas e teatros, atividades relacionadas com a educação ambiental. O próprio Ministério do Meio Ambiente enviou alguns livros para a sua biblioteca, aumentando seu acervo com doações feitas por familiares e amigos dos Rocha e Araújo, eternamente gratos por tantas homenagens.
Como responsável por esta Coluna no Jornal Correio da Semana e voltado, totalmente, para as homenagens que estão sendo feitas, por este Centenário de Nascimento do Seu Doca Rocha - com Missa em Ação de Graças e “comes e bebes” tão tradicionais na Fazenda Santa Maria - queremos repassar toda a nossa alegria do reencontro, todos os ensinamentos básicos de amor, solidariedade e união que nossa família nos transmitiu e que a gente faz questão de repassar a todos os que nos lêem, como belas experiências apreendidas e vividas.
domingo, 28 de julho de 2013
CASAL PEDE AO PAPA QUE FALE COM ADILMA PARA NÃO SANCIONAR LEI QUE PERMITE O ABORTOP CRIANÇAS DE MÁ FORMAÇÃO OU SEM CÉREBRO


quinta-feira, 25 de julho de 2013
PAPA FRANCISCO CELEBRA MISSA EM APARECIDA

segunda-feira, 22 de julho de 2013
PAPA FRANCISCO ESTÁ NO RIO DE JANEIRO PARA PARTICIPAR DA JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE (JMJ)
22/07/2013 19h35 - Atualizado em 22/07/2013 19h39
Veja íntegra do discurso do Papa Francisco no 1º dia de visita ao Brasil
Papa foi recebido pela presidente Dilma Rousseff no Aeroporto do Galeão.
Milhares acompanharam trajeto do papamóvel no Centro do Rio de Janeiro.
Do G1 Rio
Vim para a JMJ para encontrar os jovens que vieram de todo o mundo atraídos pelos braços abertos pelo Cristo Redentor. Estes jovens provêm de diversos continentes, falam línguas diferentes, são portadores de variadas culturas e, todavia, em Cristo encontram as respostas para suas mais altas e comuns aspirações e podem saciar a fome de verdade límpida e de amor autêntico que os irmanem para além de toda diversidade."
Papa Francisco
O Papa Francisco chegou ao Brasil às 15h43 desta segunda-feira (22) para presidir a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) e saudou os jovens em seu primeiro discurso, no Rio de Janeiro. "Cristo bota fé nos jovens", afirmou o pontífice argentino, que faz sua primeira viagem internacional desde que foi escolhido sucessor de Bento XVI. O Papa fica no país até domingo (28) e ainda visitará a cidade de Aparecida (SP), nesta quarta.
Leia a íntegra do discurso a seguir:
"Senhora Presidenta, Ilustres Autoridades, Irmãos e amigos!
Quis Deus na sua amorosa providência que a primeira viagem internacional do meu Pontificado me consentisse voltar à amada América Latina, precisamente ao Brasil, nação que se gloria de seus sólidos laços com a Sé Apostólica e dos profundos sentimentos de fé e amizade que sempre a uniram de modo singular ao Sucessor de Pedro. Dou graças a Deus pela sua benignidade.
Aprendi que para ter acesso ao Povo Brasileiro, é preciso ingressar pelo portal do seu imenso coração; por isso permitam-me que nesta hora eu possa bater delicadamente a esta porta.
Peço licença para entrar e transcorrer esta semana com vocês. Não tenho ouro nem prata, mas trago o que de mais precioso me foi dado: Jesus Cristo! Venho em seu Nome, para alimentar a chama de amor fraterno que arde em cada coração; e desejo que chegue a todos e a cada um a minha saudação: “A paz de Cristo esteja com vocês!”
Saúdo com deferência a senhora presidenta e os ilustres membros do seu governo. Obrigado pelo seu generoso acolhimento e por suas palavras que externaram a alegria dos brasileiros pela minha presença em sua Pátria. Cumprimento também o senhor governador deste Estado, que amavelmente nos recebe na sede do governo, e o senhor prefeito do Rio de Janeiro, bem como os Membros do Corpo Diplomático acreditado junto ao governo brasileiro, as demais autoridades presentes e todos quantos se prodigalizaram para tornar realidade esta minha visita.
Quero dirigir uma palavra de afeto aos meus irmãos no Episcopado, sobre quem pousa a tarefa de guiar o Rebanho de Deus neste imenso País, e às suas amadas igrejas particulares. Esta minha visita outra coisa não quer senão continuar a missão pastoral própria do Bispo de Roma de confirmar os seus irmãos na Fé em Cristo, de animá-los a testemunhar as razões da Esperança que d’Ele vem e de incentivá-los a oferecer a todos as inesgotáveis riquezas do seu Amor.
O motivo principal da minha presença no Brasil, como é sabido, transcende as suas fronteiras. Vim para a Jornada Mundial da Juventude. Vim para encontrar os jovens que vieram de todo o mundo, atraídos pelos braços abertos do Cristo Redentor. Eles querem agasalhar-se no seu abraço para, junto de seu Coração, ouvir de novo o seu potente e claro chamado: "Ide e fazei discípulos entre todas as nações".
Estes jovens provêm dos diversos continentes, falam línguas diferentes, são portadores de variadas culturas e, todavia, em Cristo encontram as respostas para suas mais altas e comuns aspirações e podem saciar a fome de verdade límpida e de amor autêntico que os irmanem para além de toda diversidade.
Cristo abre espaço para eles, pois sabe que energia alguma pode ser mais potente que aquela que se desprende do coração dos jovens quando conquistados pela experiência da sua amizade. Cristo “bota fé” nos jovens e confia-lhes o futuro de sua própria causa: “Ide, fazei discípulos”. Ide para além das fronteiras do que é humanamente possível e criem um mundo de irmãos. Também os jovens “botam fé” em Cristo. Eles não têm medo de arriscar a única vida que possuem porque sabem que não serão desiludidos.
Ao iniciar esta minha visita ao Brasil, tenho consciência de que, ao dirigir-me aos jovens, falarei às suas famílias, às suas comunidades eclesiais e nacionais de origem, às sociedades nas quais estão inseridos, aos homens e às mulheres dos quais, em grande medida, depende o futuro destas novas gerações.
Os pais usam dizer por aqui: “os filhos são a menina dos nossos olhos”. Que bela expressão da sabedoria brasileira que aplica aos jovens a imagem da pupila dos olhos, janela pela qual entra a luz regalando-nos o milagre da visão! O que vai ser de nós, se não tomarmos conta dos nossos olhos? Como haveremos de seguir em frente? O meu auspício é que, nesta semana, cada um de nós se deixe interpelar por esta desafiadora pergunta.
A juventude é a janela pela qual o futuro entra no mundo e, por isso, nos impõe grandes desafios. A nossa geração se demonstrará à altura da promessa contida em cada jovem quando souber abrir-lhe espaço; tutelar as condições materiais e imateriais para o seu pleno desenvolvimento; oferecer a ele fundamentos sólidos, sobre os quais construir a vida; garantir-lhe segurança e educação para que se torne aquilo que ele pode ser; transmitir-lhe valores duradouros pelos quais a vida mereça ser vivida, assegurar-lhe um horizonte transcendente que responda à sede de felicidade autêntica, suscitando nele a criatividade do bem; entregar-lhe a herança de um mundo que corresponda à medida da vida humana; despertar nele as melhores potencialidades para que seja sujeito do próprio amanhã e corresponsável do destino de todos.
Concluindo, peço a todos a delicadeza da atenção e, se possível, a necessária empatia para estabelecer um diálogo de amigos. Nesta hora, os braços do Papa se alargam para abraçar a inteira nação brasileira, na sua complexa riqueza humana, cultural e religiosa. Desde a Amazônia até os pampas, dos sertões até o Pantanal, dos vilarejos até as metrópoles, ninguém se sinta excluído do afeto do Papa. Depois de amanhã, se Deus quiser, tenho em mente recordar-lhes todos a Nossa Senhora Aparecida, invocando sua proteção materna sobre seus lares e famílias. Desde já a todos abençoo. Obrigado pelo acolhimento!"
sábado, 13 de julho de 2013
EX PREFEITA DE BELA CRUZ É CONDENADA (MPF)
quarta-feira, 10 de julho de 2013
segunda-feira, 1 de julho de 2013
FINALMENTE O BRASIL SERÁ O QUE TODOS NÓS BRASILEIROS SEMPRE SONHAMOS.
sexta-feira, 28 de junho de 2013
BELA CRUZ TAMBÉM SE MANIFESTOU E FOI AS RUAS
domingo, 26 de maio de 2013
PROFESSOR TEODORO DEPUTADO ESTADUAL EM BELA CRUZ DIA 25 DE MAIO DE 2013
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